Dois perdidos numa noite suja (2002).
Esse filme seria impossível de ser filmado nos tempos atuais. Tonho é um imigrante ilegal brasileiro nos Estados Unidos, passa pela prisão e é sodomizado por uma gangue de negões. Ao sair, vai morar na rua e encontra Paco, codinome de uma brasileira novinha lésbica Maria-Macho, e juntos compartilham suas misérias de morar na merda em um prédio abandonado.
Tudo muda quando Tonho testemunha um assassinato e um dos bandidos perde a arma no chão, e ele pega-a para si e a tensão do filme é cogitar sobre o que ele fará com o instrumento, se cometerá um assalto ou matará alguém, inclusive o Paco.
Essa lésbica é um pé no saco que vive humilhando o coroa betão fodido, mas em uma cena ele a pega de jeito e quase maceta, ela gosta mas depois rejeita, afinal, não quis assumir que pegada de homem é melhor do que sexo lésbico.
E no final da trama, puto com sua vida de merda, Tonho aponta a arma para Paco e a obriga a tirar toda a roupa, e também a força a dizer seu verdadeiro nome de mulher, e ela diz, e chora. Vemos Débora Falabela novinha toda nua com o priquito cabeludinho, chorar e implorar enquanto assume seu nome verdadeiro e não o que inventou para ser cola-velcro.
Hoje em dia esse filme não seria gravado por apologia a lesbofobia e transfobia. O cinema nacional sempre viveu de vender miséria, violência e putaria, mas nesses 24 anos conseguiu piorar muito com a militância petista/psolista que manda em tudo e todos.
@EstupidoCinema
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