Para o pensador francês, o cristianismo tradicional havia se corrompido ao focar excessivamente em dogmas abstratos, rituais vazios e na promessa de uma salvação puramente celestial, ignorando as misérias terrenas causadas pelas transformações da Revolução Industrial.
A obra central em que Henri de Saint-Simon desenvolve essas ideias chama-se Nouveau Christianisme (O Novo Cristianismo), publicada em 1825, o ano de sua morte.
Em resumo, o livro apresenta a religião não como um conjunto de dogmas teológicos, mas como um princípio de fraternidade prática aplicado à economia e à política. Essa visão transforma a religião em uma força de engajamento social e de organização econômica, fundando as bases do que mais tarde seria chamado de socialismo. Na ótica saint-simoniana, o Novo Cristianismo não rejeita o progresso técnico ou a ciência; pelo contrário, ele utiliza a indústria, o conhecimento científico e o planejamento econômico como os instrumentos divinos e racionais para a eliminação da pobreza.
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