O calvinismo transformou o trabalho em uma vocação sagrada, onde a disciplina rigorosa, a racionalidade e a busca pela prosperidade material eram vistas como indícios da predestinação e bênção divina. Como a ostentação e o luxo eram proibidos, os lucros eram poupados e reinvestidos na produção, impulsionando o surgimento do capitalismo moderno em diversas nações.
Na Suíça, as leis contra o luxo e a valorização do trabalho forçaram ourives a migrarem para a mecânica de precisão, criando a famosa indústria de relógios. Nos Países Baixos, a mentalidade poupadora e contábil dos mercadores impulsionou as primeiras multinacionais e o sistema bancário global. Nos Estados Unidos, os puritanos coloniais estabeleceram uma rotina de alta produtividade e investiram na alfabetização em massa para ler as Escrituras, fundando as primeiras universidades (Algo que pode ser visto na Hungria por exemplo). Por fim, na Escócia, o presbiterianismo criou um sistema universal de escolas que erradicou o analfabetismo, gerando a mão de obra qualificada e os engenheiros que lideraram a Revolução Industrial.
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