Em uma análise interessente sobre o cristianismo, escreveu seu ensaio de 1883, aonde Engels analisa o Apocalipse sob uma perspectiva histórica e materialista, definindo-o como o registro mais antigo e autêntico do cristianismo original. Para ele, o livro não é uma profecia mística, mas um manifesto político que reflete o ódio e o desejo de vingança de escravos e oprimidos contra o Império Romano, onde a destruição de "Babilônia" representava a queda real de Roma e o número da Besta (666) era um código para o imperador Nero. Engels destaca que, nessa fase primitiva anterior aos Evangelhos, a religião carecia de dogmas complexos e funcionava como um movimento revolucionário de massas que aguardava a libertação terrena imediata, assemelhando-se ao espírito das revoltas operárias modernas.
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