Estou estudando um fenômeno interessante nos estados do Maranhão e de Alagoas após o 1º turno de 2026.
Alagoas, apesar de continuar puxado pelo interior para Lula (54,73% a 40,45% de Flávio Bolsonaro), apresentou a menor margem do Nordeste — apenas 14,28 pontos percentuais. Foi o estado em que o petista teve o pior desempenho relativo na região, com a capital Maceió votando majoritariamente em Flávio.
No Maranhão, Lula venceu com 63,99% contra 30,90% de Flávio, mantendo uma vantagem ainda ampla (cerca de 33 pontos). Porém, o percentual do petista caiu em relação a 2022 (quando chegou a 68,84%), e a direita avançou em outras disputas no estado.
O Nordeste como um todo continuou solidamente com Lula (vitória nos nove estados), mas as margens diminuíram em vários lugares e o bolsonarismo (agora representado por Flávio) mostrou crescimento relativo, especialmente em Alagoas. Pode ser um ponto de inflexão gradual, com parte da região mostrando sinais de maior competitividade.
Se a direita souber trabalhar isso para os próximos 10 anos – o que é um projeto de Jair Bolsonaro – talvez possamos aniquilar a maior força do PT atualmente, deixando eles marginalizados nas cosmópolis como São Paulo e em algumas outras capitais – que é outro problema que a direita tem no mundo todo, não exclusivamente no Brasil.
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